Eutanásia é
um termo de origem grega (eu + thanatos) que significa boa
morte ou morte sem dor.
A prática de eutanásia é suportada pela teoria que
defende o direito do doente incurável de pôr termo à vida quando sujeito a
intoleráveis sofrimentos físicos ou psíquicos. A eutanásia é um tema polêmico,
havendo países com legislação definida sobre a sua prática e outros países que
a refutam categoricamente por motivos diversos.
Em sentido amplo a eutanásia implica uma morte suave e
indolor. No seu sentido restrito, implica o acto de terminar a vida de uma
pessoa ou ajudar no seu suicídio. A eutanásia pode ocorrer por vários motivos:
vontade do doente; porque os doentes representam uma ameaça para a sociedade
(eutanásia eugênica); ou porque o tratamento da doença implica uma grande
despesa (eutanásia econômica).
Apesar de algumas culturas aceitarem a eutanásia, a
maior parte não admite essa atividade, que é considerada No âmbito da religião,
o Cristianismo e Judaísmo condenam a eutanásia. Alguns códigos penais
consideram a eutanásia como uma forma de homicídio, mas em alguns países como a
Bélgica, Holanda e Suíca, a eutanásia é uma prática legal.
Os defensores da eutanásia argumentam que cada pessoa
tem o direito à escolha entre viver ou morrer com dignidade quando se tem
consciência de que o estado da sua enfermidade é de tal forma grave, que não
compensa viver em sofrimento até que a morte chegue naturalmente. Quem condena
a prática de eutanásia, utiliza frequentemente o argumento religioso de que só
Deus tem o direito de dar ou tirar a vida e, portanto, o médico não deve
interferir neste dom sagrado.
Eutanásia ativa e eutanásia passiva
Existem duas formas de prática da eutanásia: ativa e
passiva.
A eutanásia ativa acontece quando se
apela a recursos que podem findar com a vida do doente (injeção letal,
medicamentos em dose excessiva etc.).
Na eutanásia passiva, a
morte do doente ocorre por falta de recursos necessários para manutenção das
suas funções vitais (falta de água, alimentos, fármacos ou cuidados médicos).
Eutanásia, ortotanásia e distanásia
Ortotanásia
consiste no ato de parar com atividades ou tratamentos que prolongam a vida de
forma artificial. Isto acontece em casos que uma pessoa se encontra coma ou
estado vegetativo, não havendo tendência para que recupere. É uma forma de
eutanásia passiva. A ortotanásia é contemplada por muitos como uma morte que
ocorre de forma mais natural.
A distanásia é vista como o contrário da eutanásia, e
remete para o ato de prolongar ao máximo a vida de uma pessoa que tem uma
doença incurável. Frequentemente a distanásia implica uma morte lenta e
sofrida.

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