Origem da língua portuguesa



Origem da língua portuguesa
 A história da língua portuguesa tem a sua origem no latim vulgar trazidos pelos romanos para a Lusitânia, e cá modificado; ou mais propriamente, é uma evolução desse latim. Os Romanos vieram para a península do século III a.C. ; os mais antigos testemunhas da luta deles com os lusitanos datam do ano de 192 a.C. ; e essa luta continuou ate a pesquisa definitiva da Lusitânia no tempo de augusto. A história da língua portuguesa é a história da evolução da língua portuguesa desde a sua origem no noroeste da ppeninsula iberica até ao presente, como lingua oficial falada em portugal e em vários paises de expansão portuguesa. As outras línguas desenvolveram do latim vulgar no orbis romanos. O conjunto de todas as formas a família românica ou neolatina.
Os principais membros da família românica são: português, espanhol, francês, provençal, italiano e romeno. Todos esses provenientes de abundante literatura. O latim vulgar, na essência, não era diferente do latim literário, ou latim propriamente dito, o que não quer dizer que os escritores escrevessem constantemente a língua do povo. Deve entender-se que todas as nações onde pudessem cultivar letra, as pessoas cultas podem servir de expensões distinguir sons, e usar vocábulos, diversos dos das pessoas incultas.
Não devemos confundir latim vulgar com latim bárbaro, aquela é uma língua viva, que pouco a pouco se modificou, estando hoje representado pelas línguas românicas ou romanço. Este é o latim dos escritores da idade média, o latim não só estropiado mesclado de palavras de expressões da língua falada.
As palavras e expressões portuguesas que aparecem em vários documentos escritos em lati-barbarico constituem o que costumamos chamar de português proto-histórico que é a primeira fase do português arcaico. Esta fase pode dizer-se que esta fase durou até século XII, pois em tal época principiou a escrever-se a nossa língua, ou pelo menos é de então que os mais antigos documentos portugueses que possuímos do século XII aos meados do século XVI, a língua portuguesa diferencia-se bastante da actua; é a língua arcaica propriamente dita.

Português Arcaico
Português Arcaico (Depois do séculos XII ao século XVI)
Neste período, o português evoluiu sem influência de outras línguas antes da metade do século XIV, esteve associado ao galego originando o galego-português galaico-português. Considera-se que o português nasceu oficialmente no século XIII; Quando o Dom Dinis legislou que todos os documentos fossem escritos em português.
O português arcaico se originou através da mistura entre os dialetos árabes e do latim, trazido à península ibérica durante a invenção muçulumana dando, primeiro, origem ao galego-portugues, língua que mais tarde seria oficial em Portugal. Em uma fase seguinte, com os primeiros documentos escritos em língua portuguesa, temos o português arcaico. Iniciou-se o processo de diferenciação entre o português e o galego-português, e a separação entre o galego e o português, iniciada com a independência de Portugal no ano de 1185.
É importante saber que não há, no processo de evolução da língua, uma delimitação clara entre um período e outro. A divisão em períodos existe mais para fins didáticos, mas textos encontrados desta época contém elementos tanto do galego-português quanto do português propriamente dito e normatizado, pois os escritos são produzidos pelo povo, e a separação das duas línguas (galego e português) foi um processo que envolveu fatores sociais, políticos, históricos e linguísticos. Aos poucos a língua foi se transformando, a prosa literária foi se consolidando, e as normas foram surgindo.
v  Outro fator influente na evolução da língua foi a expansão do império português através das navegações que proporcionaram o contato com outras línguas, espalhando-se assim pela Ásia, África e América. Este processo aconteceu entre os séculos XIV e XVI, período em que a língua portuguesa foi sofrendo influências destas localidades, de onde trouxeram muitas palavras e expressões, incorporando-as à língua portuguesa.
v  Outra influência considerável foi a das línguas europeias, na mesma época, devido ao prestígio artístico-literário que estes países tinham. Muito da cultura dos países europeus foi trazido para Portugal, e a língua não poderia deixar de sofrer estas influências.

Período Clássico (do século XVI ao século XVII)
Com a expansão marítima, nos séculos XV e XVI, a língua portuguesa a ser falada em muitas regiões de África, Ásia e América, tendo sido, nesta altura, enriquecida com vocábulos provenientes dessas culturas. A partir do século XII, com a intensificação das relações comercias e culturais Portugal com outros países europeu, vários termos de outras línguas foram adoptados pela língua portuguesa: são os estrangeirismo.

 

Português Moderno

A língua portuguesa entra em sua fase “moderna”  a partir do século XVI, através da definição da morfologia e da sintese, e portanto, do surgimento das primeiras gramáticas. A rica literatura renascentista teve um papel fundamental para a normatização do português moderno, principalmente através de Luis Vaz de Camões. Em 1572, quando Camões escreveu “Os Luisadas”, a aplicação das regras gramaticais já se assemelhava muito com o que temos hoje, tanto em termos de sintaxe, quanto na morfologia.
v  Um fato considerável foi o fato de o trono espanhol governar Portugal, entre os anos de 1580 e 1640, quando algumas palavras do vocabulário castelhano foram incorporadas ao português.
v  Outro fato foi a contínua influência francesa, através das artes, da literatura, e da cultura em geral, já no século XVIII, o que fez com que o português falado na metrópole se diferenciasse do português falado nas colônias.
Nos dois séculos seguintes (XIX e XX), com o avanço da tecnologia, foram incorporados novos vocábulos ao léxico português para designar os novos termos que surgiam, a maioria vindos do grego e do latim ou do inglês. Em 1990, em uma tentativa de uniformizar o vocabulário, foi criada uma comissão com representantes dos países de língua portuguesa, pois diferentes termos eram incorporados ao léxico de cada país, e um mesmo objeto era denominado de diferentes maneiras. No Brasil, o português se modernizou junto com o país, principalmente após as reformas do Marques de Pombal, com o fim da aristocracia clerical e a ascensão da burguesia.
 A língua começou, pois, a ser pensada de forma científica, inaugurando-se, em 1868, a moderna filologia portuguesa, através da publicação de “A Língua Portuguesa”, por Adolfo Coelho.
Em 1911, logo após a implantação da República, ocorreu a primeira reforma ortográfica em Portugal, abolindo o “ph” e as consoantes dobradas. Em 1931 foi gerado um acordo preliminar que buscava unificar as ortografias em Portugal e no Brasil, mas apesar de a reforma ter ocorrido poucos anos depois, em 1945, ela só foi aplicada em Portugal, e as disparidades entre as duas ortografias permaneceram. Somente um novo acordo em 1971 foi criado um novo acordo no Brasil abolindo os acentos graves dos advérbios terminados em –mente e nas palavras começadas por.   O último acordo ortografico a entrar em vigor foi o do ano de 2009, que buscou a unificação das ortografias entre os países de língua portuguesa, incluindo os países africanos.

Período Moderno (do século XVIII em diante)
Alem da evolução sofrida pela língua portuguesa resultante do contacto com outras línguas, também a necessidade de nomear novos objectos e novas realidades vai dando a origem à criação de novas palavras: os neologismos.

Evolução Fonética
Muitas palavras do português provem do latim e resulta de transformações sofridas ao longo do século, quase sempre pela tendência de os falantes reduzirem o esforço ao pronunciar alguns sons.
Fenómeno
Exemplo
Queda
Attonito> tonito> tonto
 Plenum> pleno
Adição
Stare> estar
Humile> humilde
Permuta
Semper> sempre
Obsente> ausente

Evolução semântica
A evolução semântica consiste na alteração de significando de sertãs palavras ao longo dos tempos.

Significado antigo
Significado actual
Barba
Queixo, rosto, mento
Camada pilosa que cobre partes do rosto
Calamidade
Vendaval que destruía colheitas
Desgraça de grandes proporções
Cara
Mais querida
Rosto (raciocínio: parte mais querida do corpo)
Desastre
Perda de um astro
Acidente, desastre, sinistro, fatalidade, fruto do azar
Ministro
Escravo servidor 
Cargo superior (raciocínio: significado distante do sentido humilde)

A evolução do português moderno
Tendo em conta as diferentes fases do português, a última caracteriza-se pelo português moderno. No século XVI, com o aparecimento das primeiras gramáticas que definem a morfologia e a sintaxe, a língua entra na sua fase moderna: em Os Lusíadas, de Luís de Camões (1572), o português já é, tanto na estrutura da frase quanto na morfologia, muito próximo do atual. A partir daí, a língua terá mudanças menores, incorporando palavras castelhanas e francesas.
Nos séculos XIX e XX, o vocabulário português recebe novas contribuições: surgem termos de origem greco-latina para designar os avanços tecnológicos da época (como automóvel e televisão) e termos técnicos em inglês em ramos como as ciências médicas e a informática (por exemplo, check-up e software). Então, em 1990, para que se evitasse este agravamento e de modo a uniformizar a língua, uma comissão, composta por representantes dos países de língua portuguesa, assinou um Acordo Ortográfico.  Em janeiro 2010, o novo Acordo Ortográfico entrou em vigor em Portugal, havendo uma fase de transição que irá até 2016, data em que será obrigatório.

Causas da evolução da lingua portuguesa

Por que as linguas evoluem? Que causas desencadeiam a mudança no decorrer dos
tempos e a evolução que, em cada momento, elas exibem?

O contacto com outras línguas e com outras realidades sociais, culturais e políticas é uma das principais causas de mudança e de evolução, uma causa exterior que provoca alterações internas. As palavras estendem ou restringem o seu significado

Exemplos

(a palavra estremecida, que outrora significava tremida e muito amada, mantem somente o primeiro significado;

meter é usado hoje, muitas vezes, em lugar de pôr por influência do francês mettre;

capturar substitui, em certas circunstâncias, captar, do inglês to capture).

As frases alteram a sua construção (‘posso ter um copo de água?’ é inspirado no ingles ‘may I have a glass of water?’). O léxico acolhe novas entradas e esquece outras (chapéu entrou em português no seculo XIII, importado do francês antigo chapel;
antanho, isto e, antigamente e desconhecido das novas gerações).

No campo do léxico globalmente considerado devemos nos lembrar a importância das palavras que entraram no português pelo contacto, em Moçambique, com as linguas das comunidades imigrantes (alemão, inglês, francês e quantas mais); devemos nos lembrar também a entrada de empréstimos de algumas línguas nacionais africanas no português falado em África; na Ásia, considerem-se as palavras que emigraram para o português vindas das regiões longinquas onde chegaram os barcos portugueses.

Na África, as línguas de prestígio também contribuiram para uma transformação do léxico:
diariamente vamos integrando palavras que vem escondidas na tecnologia importada do inglês e em muitos campos da nossa vivência quotidiana. Enfim, de geração para geração as palavras mudam de forma.

A mudança proveniente do contacto não se resume ao léxico nem a um número restrito de variações gramaticais ou fonéticas. O contacto entre linguas pode dar origem ao surgimento de línguas mistas – o sabir ou língua franca, os pidgins e os crioulos.
O pidgin é um género especial de língua reduzida que serve as necessidades de um grupo de falantes de línguas diversas, ao passo que o crioulo é uma língua nativa que surge em circunstâncias especiais de colonização e tem, portanto, uma língua colonizadora como base, constituindo-se o crioulo como língua autonoma com uma gramática propria. Esta hoje completamente posto de parte o conceito errado de que o
crioulo era a língua de base ‘mal falada’, ou um seu dialecto. Em certos paises africanos que tem o português como língua oficial (em Cabo Verde, Guine-Bissau e S. Tome e Principe) existem crioulos como lingua materna da larga maioria da comunidade
linguística.

As causas das mudanças não são apenas exteriores. A mudanças internas Os fenómenos fonéticos de supressão de consoantes e vogais, ou mesmo de palavras inteiras com menor corpo fonético (como, em portugues, as formas do acusativo dos pronomes pessoais, o, a, os, as, que sao substituidas em algumas vezes no português Moçambicano por formas do nominativo ele, ela, você, etc.) desenvolvem-se muitas vezes pelo mero facto de a língua ser falada, usada.
A simplificação de um dos sistemas da língua pode constituir-se em factor de modificação e levar, por exemplo, a redução de várias formas verbais a uma única.






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